Panaghya Tsambika como ícone

A PLATYTERA Platytera significa “O Sinal”. Este ícone, como característica, apresenta a Santíssima Virgem Maria em atitude de oração. Em seu peito está o menino Jesus. Este ícone também é interpretado como “A Virgem Sacrário”. O desenvolvimento desta iconografia baseia-se na profecia de Isaías 7,14: “Por isso, o próprio Senhor vos dará UM SINAL: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco”. É um ícone da Santa Mãe de Deus, olhando diretamente para o espectador, normalmente retratada de corpo inteiro, ou também de meio corpo, com as mãos na posição “orans” (do latim, oração) e com a imagem de Cristo como uma criança na frente de seu peito, também olhando [Leia mais...]

PANAGHYA TSAMBIKA HOJE

Não creio que as autoridades, os especialistas, os acadêmicos e as pessoas ligadas à cultura, à arte e à história, alguma vez tiveram dúvidas sobre a importância desta igreja, que Deus, por Sua decisão paradigmática, inspirou Stéfano Vassiliadis e foi erigida nesta cidade de Lins. Hoje, a quatro anos do que estava acontecendo no relatado na MEMÓRIA DE PANAGHYA TSAMBIKA postada por João Antunes, incansável colaborador desta missão, podemos dizer com segurança absoluta, que um projeto se modela na prática de uma forma diferente do que em uma escrivaninha. Mas a prática revela o nunca imaginado em uma escrivaninha. Não há prova mais irrefutável que a realidade em si mesma, e foram [Leia mais...]

A Divina Liturgia explicada e Meditada

Introdução à Liturgia Bizantina Monsenhor Pedro Arbex (Sacerdote e Teólogo Greco-Melquita Católico)   INTRODUÇÃO SACRIFÍCIO E SACRAMENTO A missa é o ato litúrgico durante o qual renova-se de modo místico e  incruento o sacrifício cruento  de Cristo na Cruz; e administra-se aos fiéis,  pela Eucaristia, o alimento espiritual para as suas almas. Na missa, portanto, celebra-se não somente um sacramento, o maior dos sacramentos, mas renova-se também um sacrifício, o verdadeiro e perpétuo Sacrifício da Nova Aliança. A Eucaristia é sacrifício, enquanto se oferece; é sacramento, enquanto se recebe.   SACRIFÍCIO  EM GERAL O sacrifício é a oferta voluntária de uma [Leia mais...]

Visita a Metéora – outubro/2015

Metéora (em grego: Μετέωρα, «meio do céu», «suspenso no ar» ou «no céus acima») é um dos maiores e mais importantes complexos de mosteiros do Cristianismo Oriental, superado apenas pelo Monte Atos. Os seis mosteiros foram construídos sobre pilares de rocha de arenito, na região noroeste da planície da Tessália, próximo ao rio Peneu e às montanhas Pindo, na Grécia central. Cavernas nas proximidades de Metéora foram habitadas continuamente entre 50.000 e 5.000 anos atrás. O mais antigo exemplo conhecido de uma estrutura feita pelo homem é um muro de pedra que bloqueava dois terços da entrada para a caverna de Theopetra, construído há mais de 23.000 anos, provavelmente como uma barreira [Leia mais...]

HÁ TRÊS ANOS E MEIO DE INICIADA A RESTAURAÇÃO DE PANAGHYA TSAMBIKA

Em 3 de fevereiro se completaram 3 anos e meio de que assumimos a restauração do que nos foi apresentado como o primeiro patrimônio tombado da cidade de Lins. Aconteceram muitas coisas nestes anos. Muitas coisas continuam da mesma forma, outras foram mudando radicalmente. Nós, os restauradores, e uma comunidade estável e perseverante de não mais de 12 pessoas, continuamos de pé. Trabalhamos juntos, oramos junto, buscamos recursos, nos preocupamos juntos e rimos juntos. E pouco a pouco, vamos conseguindo, com a ajuda de Deus, e a intercessão de Nossa Senhora, o milagre da transformação, recuperando este patrimônio. Um milagre de fé e perseverança, não de poder e recursos. um milagre, como [Leia mais...]

Nosso templo

A concepção arquitetônica dos templos bizantinos e nosso padrão de culto se empenham em criar uma atmosfera de adoração, elevando a mente e a alma do fiel em adoração para o Reino de Deus por meio de todos os seus sentidos sensoriais. O padrão de culto bizantino é apostólico na origem e claramente se desenvolveu a partir do culto do Templo e da sinagoga judaicos revelado pelo próprio Deus nas Escrituras como um “exemplo e sombra das coisas celestiais” (Hebreus 8,5), ou seja, o culto de oração que continua no céu “sem cessar” (1 Tessalonicenses 5,17). A abside ou “útero” nos recorda a Encarnação do Deus-Homem, através de Maria, a qual vemos nos convidando para seu [Leia mais...]

A Entrada Triunfal – Domingo de Ramos

Mateus 21: 8-9 ... 8 A maior parte da multidão estendeu os seus mantos pelo caminho; outros cortavam ramos de árvores e espalhá-los na estrada. 9 E a multidão que ia à sua frente, e os que vieram depois, clamou, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!.....                            Bendito sejais, Senhor, nosso Rei e Salvador!  

Características típicas da Igreja Oriental

Enumeremos algumas características típicas da Igreja Ortodoxa [e das Igrejas católicas orientais], que, apesar de sua diáspora pelo Ocidente, continua sendo essencialmente oriental, tanto na mentalidade quanto na tradição: * É a forma menos normativa e menos conceitualizada do cristianismo. Como afirma Boulgakoff, para conhecê-la há que dizer: "Vinde e vede". * É a forma mais próxima às origens do cristianismo, e isto lhe dá um sabor um pouco arcaico, mas ao mesmo tempo certo frescor evangélico, por sua proximidade às fontes e por seu ar semítico, primitivo, inclusive um tanto veterotestamentário e, às vezes, conservador. * É a forma mais escatológica do cristianismo, e com menos risco [Leia mais...]

Teologia e Espiritualidade das Igrejas do Oriente e do Ocidente

Uma primeira abordagem implica reconhecer que as Igrejas do Oriente e do Ocidente desenvolveram teologias e espiritualidades diferentes, que se desconhecem mutuamente e que tendem a se opor quando, na verdade, deveriam se complementar. Vejamos alguns destes diferentes “sotaques”, na opinião de Paul Evdokimov, um dos autores que melhor tem sintetizado o espírito da Ortodoxia: * O Oriente fala da participação da natureza divina e possui uma visão sintética da fé. * O Oriente mantém a seiva bíblica, patrística, sapiencial e mística, enquanto que o Ocidente inclina-se pelo método analítico e a razão teológica. * O Oriente não tem desejos de definir, prefere não definir, enquanto o [Leia mais...]